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Por uma Polícia de Estado, mais moderna e eficiente
03-05-2015 - 09:44


Nesta data comemorativa aos 173 anos da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, não restam dúvidas de que todos nós fazemos parte de uma instituição TRADICIONAL na história de Mato Grosso e dos mato-grossenses.Uma instituição com  bons serviços prestados ao cidadão.

O grande desafio que ora se apresenta diz respeito à melhora da EFICIÊNCIA na prestação do serviço público. A entrega de medalhas e o reconhecimento daqueles que se esforçam além do medianamente aceitável, é uma das formas de compensação ao esforço pessoal e profissional; num universo de aproximadamente 3 mil servidores,  apenas 1 a cada 30 está sendo contemplados nesta ocasião.

São os senhores e as senhoras que trabalham a cada dia para a construção de uma instituição mais eficiente e mais moderna. Nos últimos 4 anos estive por 3 vezes nos Estados Unidos, e o foco da última viagem foi observar como eles conseguem produzir um resultado tão positivo com uma quantidade mínima de recursos humanos.  Por que lá as coisas funcionam tão bem e aqui no Brasil não funcionam da mesma forma?

Sempre me chamou a atenção o fato da rede de restaurantes Subway funcionar com apenas 1 ou 2 funcionários nos Estados Unidos e aqui no Brasil necessitar de 3 a 5 funcionários para fazer o mesmo serviço, e ainda assim com filas.

As grandes redes de farmácias americanas, que na realidade funcionam como verdadeiros supermercados,  trabalham com um ou dois funcionários ao todo (normalmente no caixa); quando o consumidor precisa de algum tipo de informação não encontra funcionários nos diversos corredores e tem que se deslocar até à bateria de caixas que fica na entrada.

Ficamos num grande hotel com 11 pavimentos e 160 apartamentos (aproximadamente 300 hóspedes) operado com 2 funcionários na recepção, 3 na limpeza, e apenas 1 para atender no café da manhã para todos os hóspedes.Por que tanta disparidade ?

No caso do café da manhã no hotel, pudemos perceber que tudo é pré-pronto e descartável; os pratos, talheres, copos, embalagens individuais de manteiga, de açúcar, adoçante, iogurtes etc – tudo já vem devidamente pronto e o hóspede serve-se, e depois descarta o lixo num tambor já preparado com rodinhas e saco de lixo descartável. Cada um faz seu café na máquina.

Também na praça de alimentação de um grande shopping em Nova Jersey, percebemos que os restaurantes serviam as refeições nos pratos descartáveis, e os consumidores iam até a área comum da praça e lá retiravam: canudos, copos, talheres, guardanapos. Enfim, tudo é descartável.

Os mais desavisados poderiam justificar – é o que o povo americano recebe outro tipo de formação escolar. Ledo engano – a quase totalidade dessa mão-de-obra citada é formada por africanos, latino-americanos, chineses e ultimamente por muitos indianos.

Fico a pensar da necessidade de eliminarmos tarefas repetitivas e otimizarmos os trabalhos policiais. No caso da corregedoria, mais da metade dos procedimentos poderiam ser eliminados com a implantação do termo de compromisso ético; naqueles casos de pequena monta, o servidor assina o termo  com determinadas condições e extingue-se o processo.

Na região metropolitana de Cuiabá, temos cerca de 40 viaturas locadas e mais de 60 policiais que passam o dia entregando intimações e ofícios. Não seria o caso de firmarmos um convênio com os Correios para fazer esse tipo de atividade, e destinarmos esses policiais e essas viaturas para os trabalhos investigativos de ponta?

A PJC passou 13 anos numa queda de braços com o Ministério Público se negando a compor o Gaeco; e muitos outros anos competindo com a Polícia Militar  sobre questiúnculas do dia a dia.

Que nos desculpem os que pensam de forma contrária, mas um Estado onde a capital foi considerada a 29ª cidade mais violenta do mundo, não há tempo nem espaço para a competição entre as entidades envolvidas na apuração da infração penal. O momento é de unirmos forças para nos tornarmos mais ágeis e eficientes no combate ao crime.

Essa união de forças já começou a apresentar resultado, reduzindo o índice de homicídios em 32% em nosso Estado nos primeiros 100 dias de governo. A PJC tem uma das ferramentas mais importantes no combate ao crime: O Laboratório de Tecnologia Contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), que começa a ser operacionalizado e em poucas semanas estará funcionando com carga máxima para atacar o crime organizado no seu principal eixo – o lucro. Isso é a atividade de excelência.

Um estado que suportou toda forma de desvios e vilipêndios em seu patrimônio, conta hoje com 440 inquéritos policiais  em tramitação na Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Fazendários. Fazer com que esses criminosos sejam levados às barras da Justiça e recuperar o dinheiro desviado é nossa missão institucional e vamos cumpri-la, deflagrando a maior operação de combate à corrupção já deflagrada no Brasil e que será implementada por força tarefa no próximo mês.

Muitas vezes o maior adversário de uma instituição é o pensamento interno daqueles que insistem em não reconhecer os avanços e passam o tempo fomentando a discórdia e o pessimismo. Outras vezes o que emperra o dinamismo é o ciúme, a disputa de espaço, a vaidade.

No Evangelho de Mateus, capítulo 18, os discípulos perguntaram a Jesus: “Quem é o maior no reino dos céus ?”.  Na certa alguns deles pensavam que a resposta seria aquele que fizesse milagres, o que falava mais alto, o que pregava melhor, o que dominasse mais conhecimentos,  o que atraísse ao redor de si a maior quantidade de pessoas, enfim, aquele que tivesse melhor eloquência.

Os discípulos se preocupavam muito com essa questão e com a vaidade. Jesus então responde de forma desconcertante: “Quem se tornar humilde como essa criança, então se tornará o maior no reino dos céus”.

E é assim que as coisas precisam acontecer; essa instituição tão importante e que tem como meta a modernização, depende de atitudes simples e humildes de seus servidores. O maior dentro da Polícia Judiciária Civil não é aquele que ocupa um cargo de direção, aquele que possui mais cursos em seu currículo, aquele com mais tempo na classe especial.

O Maior é aquele que humildemente se preocupa com coisas aparentemente tão simples, como: recolher um papel caído no chão (e que não foi ele que jogou); atender educadamente um telefone que não para de tocar; prestar auxílio a um cidadão quando o relógio já tenha marcado o final do expediente.

Esses são os Grandes servidores que temos, e com seus aparentemente pequenos e rotineiros atos,  são os bastiões da nossa instituição. Parabéns à Polícia Judiciária Civil pelos seus 173 anos de bons serviços prestados ao povo de Mato Grosso. Parabéns aos servidores homenageados com medalhas, e aos muitos outros que embora não tenham recebido medalha nesta ocasião, fizeram e fazem da nossa instituição uma verdadeira POLÍCIA DE ESTADO.

Adriano Peralta Moraes, Delegado-Geral da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.

Fonte:
 
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