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Queimadas crescem 203% em um ano
11-08-2016 - 14:57

Entre os dias 15 de julho e 7 de agosto deste ano foram registrados 4.841 focos de calor em Mato Grosso. Número, este, 203% maior que o mesmo período de 2015, quando houve 1.598 focos. O número é alarmante e preocupa o Corpo de Bombeiros do Estado. “A cada semana que passa esse percentual só cresce”, afirma o coronel Paulo Barroso, comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA).

Desde o dia 1º de janeiro deste ano até 7 de agosto foram 12.706 focos, contra 7.262 no mesmo período do ano passado. O aumento representa 75% de aumento.

Dentre os focos de calor – que se refere a fogo acima de 47ºC em área de 900m² – estima-se que entre 70% e 80% são incêndios.

A condição climática favorece queimadas. Este ano ainda tem o agravante de o fenômeno El Niño ainda estar atuando, deixando a seca mais intensa, principalmente na região amazônica. Cuiabá está há 46 dias sem chover; o município de Novo Santo Antônio, no Araguaia, chegou a 90 dias sem chuva.

“A falta de precipitação ajuda no surgimento de incêndios, mas o principal agente é o homem. O homem do campo e urbano. Precisamos que a população se conscientize urgentemente”, apela o coronel Barroso.

Integração de forças

Para o trabalho de contenção, Mato Grosso conta com 166 bombeiros, 32 brigadistas civis contratados pelas prefeituras, 45 viaturas e 2 aeronaves. O avião do Ciopaer também é disponibilizado caso seja necessário. O Ministério Público Estadual está adquirindo 3 sopradores de folhas para a corporação testar.

O Corpo de Bombeiros recebeu investimento de R$16 milhões, que vem do Fundo Amazônia e do Governo do Estado.

O comandante do BEA afirma que também se pensa em parceria com produtores rurais. “Há um grande número de aeronaves agrícolas, que podem ser solicitadas caso precisemos em uma emergência”, explica.

Além de tudo isso, a corporação ainda pode acionar a Força Nacional em casos extremos. “Do jeito que os focos estão aparecendo, cada vez mais, podemos prever um desastre. Temos contatos e o aval para acionar a Força Nacional”, adianta Barroso.

Áreas preocupantes

Desde o começo do período proibitivo, em 15 de julho, 65% dos focos estão concentrados nas propriedades rurais. No entanto, a preocupação maior é com as aldeias indígenas, especialmente devido ao difícil acesso à maioria delas. Os bombeiros informam que 23% dos focos registrados concentram-se em aldeias indígenas. Elas ocupam 16% do território mato-grossense.

Na semana passada houve uma grave ocorrência na reserva indígena próxima ao Rio Formoso, em Tangará da Serra (239 km de Cuiabá). Iniciou na quarta-feira, dia 3, e controlado apenas ontem, dia 9. Exigiu a presença de bombeiros, 24 índios da brigada indígena e de uma aeronave do Centro Integrado deOperações Aéreas (Ciopaer) para conter o fogo.

Na área urbana o período proibitivo para queimadas dura o ano inteiro, mas eles não cessam. Estão agendadas 4 perícias, e a meta é realizar 30 até o fim do período proibitivo. Uma das 4 já foi feita, no Parque Massairo Okamura. “Constatamos que há muito lixo jogo nas imediações. O que ocasionou fogo na área não podemos afirmar com certeza. Pode ter sido alguém que provocou, ou o próprio lixo que sofreu reação química”, explica o comandante do BEA.

Utilizar fogo para limpeza e manejo é crime passível de 6 meses a 4 anos de prisão, com multas podendo variar entre R$1 mil e R$7,5 mil, a depender de quantos hectares foram atingidos.

Para denunciar incêndio em área urbana o cidadão pode ligar no 193. Já em áreas rurais, o telefone é o 0800-647-73-63.

Fonte: GD
 
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