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Desmatamento cresce 41,7% em MT
30-08-2016 - 17:33

Apesar de todas as políticas e campanhas de combate ao desmatamento, Mato Grosso destrói cada dia mais suas florestas.

Em 2015, foram desmatados um total de 43,8 mil hectares de florestas mato-grossenses. Só entre janeiro e julho deste ano foram 62,1 mil hectares. Isso corresponde a um aumento de 41,7%.

Só de áreas passíveis de desmate, ou seja, que poderiam ser desflorestadas, mas não havia autorização para tal, foram 26,5 mil hectares este ano e 27,8 mil hectares em todo o ano de 2015.

314 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APP) já foram desmatados este ano, enquanto no ano passado foram 912 hectares.

O Código Florestal estabelece APPs como as florestas e demais formas de vegetação natural situada às margens de lagos ou rios, nos altos de morros, nas restingas e manguezais, e nas encostas com declividade acentuadas.

O levantamento é da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), que adicionou este ano à sua fiscalização o desmate por executar manejo florestal irregular. 2, 7 mil hectares foram enquadrados nessa categoria.

Os números crescentes justificam-se pelo monitoramento mais ostensivo, conforme o analista de meio ambiente e coordenador de fiscalização de fauna e flora da Sema, Joelson de Figueiredo Campos. Um grupo de trabalho foi montado de forma que dê mais dinâmica à fiscalização. O monitoramento é feito por imagens de satélite que, constatando desmate, efetua-se a autuação.

“Mato Grosso tem algumas especificidades para haver tanto desmate. O aumento na questão das commodities agrícolas coopera, assim como questão fundiária na região noroeste do estado, devido ao alto maciço florestal [grande área de floresta] e baixa regularização que impulsionam quadrilhas de grilagem”, explica Campos.

Os três municípios com mais autuações este ano são Nova Maringá (7,8 mil ha), Feliz Natal (6,5 mil ha) e Sapezal (6,2 mil ha). O Estado já arrecadou em 2016 só com multas ambientais por desmate R$ 174 milhões contra R$ 64 milhões no ano passado inteiro.

“As multas são revertidas às ações do Fundo Estadual do Meio Ambiente, responsável por gerir campanhas de fiscalização, monitoramento e educação ambiental. Além disso, maximizamos os recursos para melhorar os resultados. Se pegar 2015 em relação a este ano, houve um acréscimo por causa dessa maximização dos recursos, otimização dos recursos”, explicita o coordenador da Sema.

Os números continuam crescendo e Joelson de Figueiredo Campos afirma que apenas uma coisa reverterá o problema: conscientização. “Multa por si só não inibe. O que resolverá é a conscientização do quão grave desmatar é”.

A primeira consequência do desmatamento é o comprometimento da biodiversidade, por causa da diminuição ou, até mesmo, da extinção de espécies vegetais e animais. O processo erosivo, que leva ao empobrecimento do solo, é aumentado; ocorre o assoreamento de rios e lagos, resultando em aumento da sedimentação que provoca enchentes; além do rebaixamento do aquífero, causada por menor infiltração de água das chuvas no subsolo, diminuição dos índices pluviométricos, elevação das temperaturas locais e regionais e agravamento do processo de desertificação

 

Fonte: GD
 
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