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Prêmio Territórios 2016 divulga os nove projetos selecionados
29-12-2016 - 19:00

Foram divulgados esta semana os nove projetos contemplados no prêmio Territórios, iniciativa da Secretaria de Estado de Cultura (SEC) que já está na segunda edição. Deste total, quatro são de Cuiabá, um de Alta Floresta, um de Primavera do Leste, dois de Barra do Garças e um de Sinop, atendendo aos princípios de descentralização da cultura conforme determina a lei nº 10.379/2016, do Fundo Estadual de Política Cultural. Cada projeto receberá auxílio financeiro de R$ 50 mil.

A segunda edição do prêmio Territórios recebeu, ao todo, 98 inscrições que foram analisadas pelas comissões de Habilitação e de Seleção Técnica, sendo esta última composta por pareceristas independentes cadastrados, pessoas de notório saber, com currículo e reputação comprovada e que não têm qualquer ligação com os proponentes, conselheiros ou servidores da SEC, garantindo a transparência e a isenção do processo seletivo. Vale ressaltar que todos os proponentes receberam os pareceres dos seus projetos, o que reforça a transparência da análise.

Nessa semana também já foi divulgado o resultado final do prêmio Tradições e o do Circula está previsto para o dia 27 deste mês. Todas as informações sobre os editais estão disponíveis no site da Secretaria de Estado de Cultura.

O prêmio Territórios tem como objetivo fomentar, incentivar e apoiar as atividades desenvolvidas por espaços físicos geridos pela sociedade organizada voltadas à produção, intercâmbio, formação e difusão de conteúdos, bem como ações culturais e artísticas em diferentes linguagens.

Fazem parte desta programação as apresentações, intervenções, saraus e ensaios abertos de artistas, grupos ou coletivos e atividades de formação na área cultural e artística como oficinas, cursos, workshops, palestras, reuniões e debates, entre outros.

Projetos contemplados

Entre os projetos de municípios do interior que foram selecionados está o Teaf Recebe, de Alta Floresta. Realizado pelo Teatro Experimental de Alta Floresta, grupo criado há 28 anos, consiste em desenvolver, no Espaço Cultural Teaf – Território de Cultura e Arte, uma programação intensa com atividades de música, teatro e cinema, entre outras, voltada para públicos diversos.

De Primavera do Leste há o projeto da Escola de Teatro Faces que oferece aulas gratuitas para crianças, jovens e adultos com foco na profissionalização. Além disso, fomenta pesquisas em artes cênicas voltadas à compreensão do fazer artístico e sua interligação com a contemporaneidade.

O método desenvolvido pela escola é baseado em conceitos de grandes teatrólogos como Augusto Boal, Stanislavksi e Grotowski, Viola Spolin e Brecht, que compõem a biografia apresentada nas aulas. A certificação acontece durante o Velha Joana, festival realizado no município e que integra o Circuito de Festivais de Teatro.

Conexão Dança é o projeto de Sinop contemplado no edital e que tem a dança como ferramenta de integração. Desenvolvida desde 2011, a iniciativa propicia a bailarinos e coreógrafos do município e região a possibilidade de mostrarem seu trabalho para o público em apresentações descentralizadas. Há ainda um foco especial nos projetos de dança desenvolvidos nas escolas com o objetivo de revelar novos talentos, bem como a realização de cursos e workshops com convidados especiais como os professores da escola Bolshoi, que participaram da última edição.

A mostra promove ainda a integração entre profissionais, bailarinos, dançarinos, coreógrafos, acadêmicos e alunos das escolas do município com a comunidade em geral, valorizando a arte e divulgando seus benefícios físicos, psicológicos, pedagógicos e sociais.

De Barra do Garças foram selecionados dois projetos, Capoeira Viva e Olhares do Araguaia. O primeiro é um conjunto de ações que promovem a valorização da musicalidade da cultura afro-brasileira e a inclusão social de crianças, jovens e adultos provenientes de famílias de baixa renda por meio da arte da capoeira.

Desenvolvido pela Associação Barragarcense de Apoio e Desenvolvimento da Arte da Capoeira (Abadac), o projeto visa qualificar os integrantes do grupo e os interessados em aprender capoeira, principalmente no aspecto musical, por meio de apresentações culturais, oficina de confecção de instrumentos de percussão como o berimbau, oficina de ritmo e musicalidade, dança teatral, cantos de capoeira e um evento para a apresentação cultural aberto ao público.

Já o projeto Olhares do Araguaia desenvolve atividades de produção audiovisual independente voltadas à formação, produção e difusão na área cultural materializadas na mostra que dá nome à iniciativa  que pretende resgatar a história do Médio Araguaia além de retratar, por meio de filmes ficcionais e documentários, as diversas perspectivas que compõem a identidade cultural dessa região: a ocupação do leste mato-grossense; a influência indígena no passado e na atualidade; a importância do meio ambiente como fonte de riqueza, costumes e sustentabilidade; o multiculturalismo e a diversidade étnica gerada pelos ciclos de migração ocorridos. O projeto é desenvolvido pelo Núcleo de Produção Digital: formação técnica e difusão audiovisual (NPD).

Entre as iniciativas de Cuiabá contempladas no prêmio Territórios está o Quintal da Domingas – Tradições mato-grossenses e sua continuidade. O quintal da casa da ceramista Domingas Leonor, na comunidade de São Gonçalo Beira Rio, é um espaço tradicional de preservação do cururu e siriri e berço do grupo de dança Flor Ribeirinha.

O projeto consiste na realização de atividades que promovam a salvaguarda do patrimônio cultural de natureza imaterial relacionados ao siriri e cururu, ao modo de fazer a viola de cocho, a cerâmica de São Gonçalo e disseminação do saber popular, contribuindo para a preservação da diversidade étnica e cultural.

Também de Cuiabá há o trabalho desenvolvido pelo Instituto Ciranda, composto por ações nas áreas da educação e cultura utilizando a música como ferramenta de cidadania em diversos bairros periféricos da Capital. Os alunos, crianças e jovens, precisam estar matriculados para participar das aulas de música e das oficinas. Os músicos mais talentosos são absorvidos pelos grupos profissionais e semiprofissionais do Instituto.

Outro projeto da Capital selecionado no prêmio é intitulado Circuito Kamukuwaká – O livro de Kamukuwaká e Yakuwixeky, que tem como proponente o Instituto Homem Brasileiro.

Kamukuwaká e Yakuwixeku, importantes heróis das narrativas históricas xinguanas, subiram aos céus para trazer aos povos altoxinguanos o conhecimento ancestral ligado ao ritual de iniciação das jovens lideranças. Com a redução e exclusão de ancestrais espaços de reprodução cultural e com a introdução das novas tecnologias nas aldeias, estas narrativas tradicionais, transmitidas oralmente através de gerações, tendem a ficar restritas à memória dos mais velhos. O projeto, portanto, visa redinamizar os mecanismos de transmissão desse conhecimento, registrando-o por escrito e introduzindo-o no programa letivo das escolas wauja.

A proposta é colaborativa, conduzida por uma equipe interétnica de fotógrafos e pesquisadores em Antropologia, Etnoarqueologia e Pedagogia, em conjunto com a participação ativa do povo Wauja, em particular, seus estudantes e anciões.

Entre as atividades sugeridas estão a realização de um livro bilíngüe, ilustrado por desenhos e fotografias dos jovens wauja, oficinas, palestras, debates e eventos de divulgação.

Terceiro projeto de Cuiabá selecionado, o Florescendo Relações envolve uma série de atividades realizadas no Espaço Cultural Silva Freire, localizado na região do Coxipó. O foco será o Núcleo de Teatro Tibanaré, tendo como principal ação o intercâmbio com o Lume Teatro - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da Unicamp, localizado em Campinas (SP), visando o aprimoramento técnico dos participantes e ações para a comunidade em geral.

As ações realizadas são oficinas de iniciação, oficina de palhaço, residência artística, ensaios abertos, apresentações, intervenções e encontros com a comunidade no Espaço Cultural Silva Freire e nas ruas do bairro Vista Alegre. Em Campinas, o Núcleo de Teatro Tibanaré participará de uma residência no projeto Lume em Casa. 

Fonte:
 
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