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Pesquisa reforça que pais devem ler para crianças desde o nascimento
04-10-2017 - 09:08
Kamila Martins

Ler para um bebê é sinônimo de perder tempo? Não. Mas, algumas pessoas não têm muita paciência de ler para crianças pequenas. No entanto, uma recomendação da Academia Americana de Pediatria (AAP, em inglês) reforça a teoria de que ler para os bebês ajuda em seu desenvolvimento. A pesquisa recomenda também que junto com o calendário de vacinação, conselhos de alimentação e higiene, os pediatras incentivem os pais a lerem para crianças de zero a três anos.

Segundo o comunicado, “ler histórias com regularidade para crianças pequenas desde o seu nascimento estimula de forma ótima seu cérebro e reforça a relação com os pais em um momento crucial de seu desenvolvimento. Em contrapartida, as crianças desenvolvem a linguagem, o aprendizado da leitura e adquirem capacidades socioemocionais para o resto de suas vidas”.

 Conforme explica a psicopedagoga e diretora do Educandário Jardim das Goiabeiras, Ivete Ferreira, a orientação é para que os pais e mães também façam da leitura um momento de diversão e estejam atentos para o tipo de livro escolhido – considerando a faixa etária da criança.

 “Eles devem estar despreocupados – com a mente livre – para curtir a história com a criança. Não existe regra de horário ou jeito certo. Cada um irá descobrir o seu ao ver as expressões do bebê diante da leitura – que deve conter a história adequada para sua idade. Por exemplo, crianças menores de dois anos não conseguem se concentrar por um longo período de tempo. Não adianta ler uma história muito extensa e esperar que eles escutem com atenção”, pondera.

 ATO DE AMOR – Folhear as páginas, admirar as ilustrações, sentir o cheiro do papel e descobrir uma nova história. Se para alguns ler um livro é quase uma poesia, a psicopedagoga ressalta que ler é algo além: um ato de amor.

 “A família se torna portadora das palavras e não há relação mais bonita. Mesmo que por um curto espaço de tempo, ler necessita de tempo e de entrega. As crianças percebem na voz e no aconchego a importância que quem lê cede ao momento. Na escola, não é diferente. Isto, sem contar que o contato com o livro infantil abre portas para a arte. Até porque, além de ser uma ferramenta poderosa, os bons livros são feitos de histórias e ilustrações que emocionam”, comenta.

Ivete alerta que, no início, as crianças colocam os livros na boca, fazem cabaninha e exploram as obras de maneiras diferentes. Mas, ao mesmo tempo, criam proximidade com o objeto e com as histórias. “Vá, aos poucos, ensinando que livro não se põe na boca, nem se rabisca ou rasga. Apesar das tecnologias para leitura, com a presença de smartphones e tablets, ater-se ao básico, como os livros físicos, proporciona uma experiência ainda mais rica, incentivando o coletivo”, enfatiza. 

ALFABETIZAÇÃO – Ivete complementa que, ao ouvir o pai ou a mãe lendo um livro, a criança escuta um tipo de narração diferente da fala coloquial, aquela que usamos no nosso cotidiano, o que influencia na fase de alfabetização escolar.

 “A leitura, tal como a conversa e o canto, são vistos como formas para ampliar o vocabulário das crianças nos primeiros anos de vida. Elas vão aprendendo palavras e expressões novas, que são guardadas na sua memória para serem usadas num futuro breve. Quanto maior o repertório, melhor será o rendimento delas nos anos iniciais da escola”, destaca.

 Recentemente, uma pesquisa australiana, da Universidade Macquarie, reforçou a teoria de que ouvir e falar as palavras aumenta as chances de as crianças saberem escrevê-las. Isto quer dizer que quando pais e mães leem em voz alta para seus filhos ou conversam com eles também estão, de certa forma, ensinando-os como soletrar cada palavra – com a grafia correspondendo ao som.  

“O processo de consolidação da linguagem no cérebro é complexo, sendo a audição um fator essencial em sua assimilação. A maneira como você aprende a palavra, quando a escuta, é a maneira como você vai escrevê-la. Inclusive, isto vale para famílias com crianças maiores, entre nove e dez anos. Nessa faixa etária, elas estão no fim do ciclo de alfabetização. Logo, não tenham medo de desafiá-las com palavras que elas ainda não conhecem. Na dúvida, basta deixar um dicionário por perto”, indica.  

EDUCANDÁRIO – Por meio do Sistema Maxi de Ensino e da Pedagogia Afetiva, o Educandário Jardim das Goiabeiras – voltado para crianças com idades entre 4 meses e 5 anos – apresenta em sua estrutura espaços como berçário completo; salas climatizadas; kid play; mini-parque aquático; campinho de futebol; pista de educação de trânsito; casa de boneca; refeitório; sala multifuncional (para balé, argila, artes e música); sala para filmes/descanso e fazendinha (criação de pequenos animais, horta sustentável, educação ambiental e parque de areia).

Fonte:
 
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