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Pesquisadora aponta Estado de MT deixa questões ambientais de lado e Sema enfraquecida
17-04-2013 - 10:18

Apontado pelo governo de Mato Grosso como justificativa para a redução do ritmo do desmatamento verificada em 2012, um conjunto de metas lançado há quase quatro anos para conter as derrubadas e a queima ilegal de florestas praticamente não saiu do papel.

Das 121 ações previstas no Plano Estadual de Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas (PPCDQ), apenas 13% foram concluídas integralmente até o final do ano passado. Do restante, 51% não foram sequer iniciadas ou não se tem informações oficiais a respeito.

Os números fazem parte de um relatório inédito produzido pela ong Instituto Centro de Vida (ICV) para avaliar a execução efetiva dos compromissos firmados pelo governo estadual -que incluíam regularização fundiária e ordenamento territorial, monitoramento e incentivo a atividades sustentáveis.

O documento, ao qual o DIÁRIO teve acesso com exclusividade, mostra que a maior parte das medidas para aprimorar o trabalho de monitoramento (61% do total) não foram concretizadas. No caso do fomento às atividades sustentáveis, apenas 4% do previsto tornou-se realidade.

"O resultado negativo e mostra que, quando houve redução, certamente não se poderia atribuí-la à execução efetiva do plano", afirma a pesquisadora Alice Thuault, responsável pela elaboração do levantamento.

A constatação surge em um momento de alerta. Os mais recentes indicadores traçam um cenário de recuperação do ritmo das derrubadas no Estado - na esteira da recuperação dos preços das principais commodities agrícolas.

Anteontem, a ong Imazon colocou Mato Grosso no topo do ranking do desmatamento em março, com 56% das áreas registradas. Dos dez municípios que mais desmataram de agosto de 2012 a março de 2013, oito são mato-grossenses.

"Não estamos dizendo que nada foi feito, mas é claro que o realizado é insuficiente e talvez os números atuais do desmatamento estejam mostrando o resultado dessa política", avalia a pesquisadora.

Segundo ela, a questão ambiental não é um tema prioritário para a administração estadual. “A Sema hoje está enfraquecida e não tem poder algum. Mas problema é mais amplo. É o governo que deixou a questão ambiental de lado.”

O estudo aponta, ainda, falta de transparência na responsabilização dos infratores ambientais. “Um cenário preocupante com poucos progressos na resolução dos gargalos já conhecidos.”

O cronograma do PPCDQ previa o fim do desmatamento ilegal até 2012, o que não ocorreu. Outra promessa era a realização de uma revisão dos compromissos, que o ICV defende que ocorra neste ano.

O DIÁRIO procurou a assessoria de imprensa da Sema, mas não obteve retorno até a conclusão desta edição.

Fonte: Diariodecuiabá
 
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